UM ATO DE TRADUÇÃO
08/02/2012
26/01/2012
Questão de Tempo

O sono não repousa no leito, e daí a vontade de dormir para sempre. A crueldade, nesse caso, reside na falta de opção.
Com isso, a leveza parece que não combina mais com a vida. De um lado, tenta-se a suavidade e a sanidade, enquanto do outro lado, há uma pressão de tira o fôlego. Tudo por conta de uma busca insana por algo que nem ao menos sobrevive à morte, mas que, por ironia, é questão de sobrevivência imediata.
O jeito é subornar o tempo. Comprar dele o direito de andar em ritmo mais lento, de poder curar as dores, de dormir sem ansiedade, de poder amar sem ele (o tempo), de recuperar as forças no seu tempo e não no dele... de só amar e se amar se assim quiser.
O jeito é ser tal qual poeta, fingidor.
12/11/2011
CAUSO MEU

O rabisco na quina de um bloco de rascunho, lá pelos idos de 2005, diz que sentia um quê de sei lá o quê que encantava os olho e fazia sentir no estômago o borboletear esquisito dessas coisa esquisita que a gente sente bem de vez em quando... eu bem mais de vez em vez em quando.
Rolô tempo ziguezagueando nesses rumo que a gente não sabe se tá indo ou voltando, e as borboleta se agitando naquele mesmo lugar, só que daí cheias de cor, decor, de corda toda enozada no que agora tem corpo.
